- mescla informativo.md com resumo/index.md (contagens totais, anos, estrutura da tabela) - adiciona contagens reais do DB (menções totais vs. tema principal) - seção "Empresas e organizações" em todos os 15 resumos temáticos - empresas documentadas com menções verificadas no acervo: Petrobras (1.663), Vale (1.200), Greenpeace (1.237), Aracruz (741), Monsanto (527), Embrapa (416), WWF (303), Shell (294), Chevron (119), Braskem (168), Votorantim (159), Belo Monte (792), Syngenta (87), Bayer (87) - casos específicos: Chevron/Bacia de Campos, Syngenta/MST/Paraná, BASF/Paulínia, Monsanto/royalties RS, Aracruz/índios ES, Vale/Carajás
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Água
6.435 artigos (tema principal) | 12.648 menções totais | período 2001–2015 | abrangência: principalmente Estadual (44,4%), seguida por Nacional (38,5%) e Internacional (17,1%)
A gestão dos recursos hídricos constitui o eixo central da cobertura, com forte presença dos comitês de bacia e dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos. A cobrança pelo uso da água, comemorada pela ministra Marina Silva, representa um marco na governança hídrica brasileira. A predominância estadual reflete a capilaridade dos conflitos locais envolvendo rios, nascentes e bacias hidrográficas compartilhadas.
O projeto de transposição do Rio São Francisco foi de longe o tema mais controverso do período. De um lado, o ministro Ciro Gomes defendia a obra como solução para a escassez no semiárido; de outro, Dom Cappio e movimentos sociais organizavam protestos, greves de fome e bloqueios. A escassez hídrica e a desertificação receberam atenção contínua, com foco no Nordeste brasileiro e na África. O Aquífero Guarani aparece como patrimônio estratégico transfronteiriço.
Empresas e organizações
A Swiss Re (resseguradora suíça) aparece neste tema pela ótica dos riscos financeiros associados à escassez hídrica, contribuindo com recursos para iniciativas de recuperação de recursos hídricos — um dos primeiros exemplos documentados do interesse do setor financeiro global na agenda da água.
A Sabesp (85 menções) figura como concessionária de saneamento e distribuição de água em São Paulo, em debates sobre tarifas, qualidade do serviço e metas de atendimento. Empresas de saneamento como Compesa (Pernambuco), Cagece (Ceará) e Caema (Maranhão) aparecem no contexto da transposição do São Francisco, cujas obras dependiam de articulação com as operadoras estaduais. A Construtora Queiroz Galvão e outros grandes grupos de infraestrutura figuram entre os contratados para as obras de transposição.
A Vale (ex-CVRD) aparece neste tema pela extração minerária e seus impactos sobre rios e aquíferos nas regiões de Carajás e na Bacia do Rio Doce. A Aracruz Celulose e outras empresas de celulose são mencionadas pelo consumo intensivo de água em seus processos industriais e pelo impacto sobre rios nos estados do ES e RS. A Petrobras figura nos impactos de gasodutos e dutos de petróleo sobre bacias hidrográficas, especialmente no episódio em que foi denunciada por não reflorestar áreas cortadas por dutos na Mata Atlântica.
O polêmico plano chinês de desvio de rios no Tibete — analisado como analogia ao projeto São Francisco — e a iniciativa de fórum internacional sobre gestão da água em regiões em crise ilustram a dimensão global de um problema que o acervo documenta com profundidade local.
Títulos representativos
- "Marina comemora cobrança de taxa"
- "Ciro Gomes defende transposição na reunião da SBPC"
- "Por que rio diante de um lago?"
- "Tibet: o próximo alvo dos planos da China para desvio de rios"
- "Diminui a vazão das vertentes na área rural de Santa Cruz do Sul"