# Resíduos/Lixo **6.141 artigos** (tema principal) | **9.515 menções totais** | período 2001–2014 | abrangência: principalmente Estadual (54,8%), seguida por Nacional (34,8%) e Internacional (10,3%) A cobertura sobre resíduos tem forte ancoragem local, revelando que o lixo é antes de tudo um problema de gestão municipal e regional. A desativação de lixões e sua substituição por aterros sanitários constitui a narrativa mais recorrente, com casos emblemáticos como a desativação do lixão de Taquara e a interdição judicial do Aterro Santa Tecla. A coleta seletiva e a reciclagem são abordadas em suas múltiplas dimensões: ambiental, social e econômica, com os catadores e suas cooperativas como atores centrais. A destinação de resíduos específicos — pneus, pilhas, baterias e lixo eletrônico — revela a complexidade crescente da gestão de materiais pós-consumo. O biogás gerado pela suinocultura e por aterros sanitários concilia tratamento de resíduos com geração de energia. A compostagem e o aproveitamento de lodo de ETAs para produção de tijolos ecológicos demonstram a busca por soluções que transformam passivos em ativos. ### Empresas e organizações A **Bayer** aparece no caso mais grave de resíduos perigosos do acervo: a incineração de PCBs (bifenilas policloradas) na unidade de Belford Roxo (RJ). Os PCBs são compostos organoclorados extremamente tóxicos e persistentes, e o caso expôs os riscos do passivo químico-industrial acumulado por décadas de operação sem controle adequado de resíduos. A **BASF** aparece no contexto correlato de contaminação do solo em Paulínia, onde compostos organoclorados contaminaram o lençol freático. A **Univias** inovou ao produzir asfalto com pneus usados, criando um mercado para resíduos até então de difícil destinação. A empresa de Niterói que implantou tecnologia brasileira de redução e desidratação de lixo ilustra a existência de soluções nacionais economicamente viáveis. Em Caxias do Sul, o início da remoção de lixo gerado por indústrias sinaliza a responsabilização gradual do setor produtivo. A **Aracruz Celulose** e a indústria de celulose em geral figuram no debate sobre resíduos industriais gerados em grande escala. O **polo petroquímico de Camaçari** (BA), associado à **Braskem** e a outras empresas, aparece em discussões sobre descarte de efluentes e resíduos químicos. A indústria suinícola do Sul do Brasil — representada por grandes cooperativas e frigoríficos como **Aurora**, **Sadia** e **Perdigão** — é citada como geradora de biogás de resíduos da suinocultura, convertendo um problema ambiental em fonte de energia com apoio de grupos alemães de tecnologia. A **Sabesp** (85 menções) e outras empresas de saneamento aparecem no contexto do lodo de ETAs e no Projeto Tietê, em que o tratamento de resíduos hídricos se conecta à recuperação de corpos d'água. A **lâmpada fluorescente** como resíduo perigoso ganhou atenção com o exemplo da Corsan do Polo Petroquímico, que passou a dar destinação correta às lâmpadas descartadas. ### Títulos representativos - "Caxias inicia remoção do lixo gerado por indústrias" - "Univias utiliza asfalto produzido a partir de pneus usados" - "Lâmpadas fluorescentes têm destino correto na Corsan do Polo Petroquímico" - "Pesquisador constrói tijolo ecológico com lodo de ETA" - "Aterro Santa Tecla é interditado pela Justiça"