# Combustíveis Fósseis **4.761 artigos** (tema principal) | **8.212 menções totais** | período 2001–2013 | abrangência: principalmente Nacional (42%), seguida por Internacional (39,2%) e Estadual (18,8%) A cobertura sobre combustíveis fósseis retrata o domínio do petróleo e seus derivados na matriz energética mundial. O petróleo ocupa o centro do noticiário, com amplo acompanhamento da exploração no pré-sal, das novas fronteiras na Amazônia e na costa brasileira, e da política de preços da OPEP. O gás natural ocupou posição estratégica, com destaque para o gasoduto Brasil-Bolívia e o gasoduto Coari-Manaus, este último regido pelo Princípio da Precaução em virtude dos impactos sobre ecossistemas amazônicos. O GNV veicular ganhou impulso em capitais brasileiras como alternativa mais limpa. As termelétricas — a óleo, gás e carvão mineral — geraram intenso debate, especialmente no Sul do país. O debate internacional sobre o "peak oil" permeou a cobertura, com analistas alertando para a finitude das reservas e a necessidade de transição energética. As decisões do governo George W. Bush, que suspendeu regras ambientais para gasolina em nome da segurança energética, ilustram como a política do petróleo se sobrepunha às preocupações ambientais. Na África, a metáfora de que "gângsteres venceram a corrida do petróleo" denunciava a governança predatória dos recursos em países produtores. ### Empresas e organizações A **Petrobras** (1.663 menções) é o ator corporativo central deste tema e de todo o acervo. A estatal figura em múltiplas frentes: anunciou aumento da oferta de diesel menos poluente; negociou a compra de postos da **Esso** no Brasil e no Chile; estimou em 35% ao ano o crescimento do gás natural até 2005; bateu recordes de produção e reservas comprovadas no pré-sal; e foi denunciada por não reflorestar reservas de Mata Atlântica cortadas por gasodutos. Em 2012, em meio às comemorações da Rio+20, um relatório revelou que "o plano da Petrobras aumenta investimento em energia suja", contrapondo o discurso de sustentabilidade da empresa à sua estratégia de expansão fóssil. A **Chevron** (119 menções) tornou-se o caso emblemático de acidente petrolífero no Brasil. Em novembro de 2011, a empresa protagonizou o primeiro vazamento de petróleo em alto-mar no país, na Bacia de Campos (Campo de Frade, RJ). O Ibama multou a empresa repetidamente, a ANP abriu investigações, a Polícia Federal indiciou a Chevron como empresa e pescadores moveram ação de R$ 20 bilhões. Paralelamente, a empresa enfrentava no Equador uma condenação de US$ 9,5 bilhões por danos causados pela então Texaco na Amazônia equatoriana — um caso que o acervo cobriu por quase uma década, com impactos estimados em mais de US$ 27 bilhões. A **Shell** (294 menções) aparece em contexto global: vazamento na Nigéria admitido como maior do que a empresa havia informado, perfuração no Ártico com autorização facilitada pelo governo Obama, e participação no consórcio do pré-sal brasileiro junto com a Chevron. A **BP** figura em comparações com o desastre do Golfo do México (Deepwater Horizon, 2010), cujo julgamento é acompanhado em detalhes. A **Repsol** e a **ConocoPhillips** aparecem em conflitos com povos indígenas no Peru e na Argentina (reestatalização da YPF). A **OGX** de Eike Batista (5 menções diretas, mas com contexto de parceria com Petrobras) emerge como aposta do setor privado no pré-sal, com Dilma e Eike defendendo publicamente a parceria — até o colapso da empresa em 2012. ### Títulos representativos - "Petrobras anuncia aumento da oferta de diesel menos poluente no país" - "Petrobras é denunciada por não reflorestar reserva de Mata Atlântica cortada por gasoduto" - "Plano da Petrobras aumenta investimento em energia suja" - "Chevron protagoniza primeiro vazamento de petróleo em alto-mar no Brasil" - "Equador quer cobrar US$ 18,2 bilhões da Chevron no Brasil" - "Obama ajudou Shell a obter autorização para perfurar poços no Ártico" - "Dilma e Eike Batista defendem parceria entre Petrobras e OGX"