# Legislação e Governo **27.835 artigos** | período 2001–2014 | abrangência: principalmente Nacional (64,5%), seguida por Estadual (30%) e Internacional (5,4%) Este é o maior tema do acervo, refletindo a centralidade das instituições públicas na agenda ambiental brasileira. A cobertura concentra-se fortemente na atuação do Ibama, cujas operações de fiscalização e licenciamento ambiental geraram volumes expressivos de notícias. As frequentes greves de servidores do órgão — rotuladas de "molecagem" em editorial do jornal *O Estado de São Paulo* — evidenciam as tensões internas de uma autarquia-chave para a execução da política ambiental. O Ibama aparece tanto como protagonista de grandes operações quanto como alvo de críticas por morosidade e conflitos com setores produtivos. O Ministério do Meio Ambiente (MMA), sob diferentes gestões ao longo do período, ocupa posição de destaque com a formulação de políticas como a Política Nacional de Biodiversidade e a instalação de comitês estratégicos, a exemplo do comitê no Pará. As Conferências Nacionais do Meio Ambiente emergem como espaços de participação social, enquanto audiências públicas e consultas populares pautam decisões sobre empreendimentos controversos. No Congresso Nacional, os debates mais acalorados giraram em torno da reforma do Código Florestal, da Lei de Crimes Ambientais e da regulação dos transgênicos, com embates entre bancadas ruralista e ambientalista. O Ministério Público Federal e os MPs estaduais consolidaram-se como atores centrais da governança ambiental, movendo ações civis públicas e firmando termos de ajustamento de conduta com empresas e governos. O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), especialmente na Amazônia, foi instrumento recorrente de ordenamento territorial, assim como a criação e gestão de Unidades de Conservação federais e estaduais. Nos estados, as legislações de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Pará receberam atenção específica, assim como a atuação de câmaras municipais na aprovação de leis ambientais locais. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) integrou a pauta ao deliberar sobre Angra III e o incentivo a termelétricas, evidenciando a intersecção entre política energética e meio ambiente. A repartição de benefícios do patrimônio genético, debatida pelo CGEN, e incentivos fiscais para áreas rurais preservadas completam o quadro de uma cobertura que documenta os embates entre governadores, ministros e ambientalistas na construção da arquitetura legal-ambiental do país. ### Títulos representativos - "Conselho de Política Energética discute conclusão de Angra III" - "Aprovado incentivo a termelétricas" - "Dom Cappio cobra encontro e ameaça nova greve" - "Ibama concede licença de operação a rodovias federais no Sudeste e no Sul" - "Senadora quer ampliar incentivo fiscal para áreas rurais preservadas"