docs: elabora resumos com empresas e dados reais do DB

- mescla informativo.md com resumo/index.md (contagens totais, anos, estrutura da tabela)
- adiciona contagens reais do DB (menções totais vs. tema principal)
- seção "Empresas e organizações" em todos os 15 resumos temáticos
- empresas documentadas com menções verificadas no acervo:
  Petrobras (1.663), Vale (1.200), Greenpeace (1.237), Aracruz (741),
  Monsanto (527), Embrapa (416), WWF (303), Shell (294), Chevron (119),
  Braskem (168), Votorantim (159), Belo Monte (792), Syngenta (87), Bayer (87)
- casos específicos: Chevron/Bacia de Campos, Syngenta/MST/Paraná,
  BASF/Paulínia, Monsanto/royalties RS, Aracruz/índios ES, Vale/Carajás
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# Agropecuária
**4.973 artigos** | período 20012014 | abrangência: principalmente Nacional (53,1%), seguida por Estadual (33,8%) e Internacional (13,1%)
**4.973 artigos** (tema principal) | **13.458 menções totais** | período 20012014 | abrangência: principalmente Nacional (53,1%), seguida por Estadual (33,8%) e Internacional (13,1%)
A cobertura agropecuária do Ambiente JA transita entre dois polos: o agronegócio de larga escala e a agricultura familiar agroecológica. O avanço da soja e da pecuária sobre a Amazônia constitui a tensão mais documentada, com o Ministério Público Federal denunciando funcionários do Ibama que teriam sido pagos por madeireiros no Pará — episódio que expôs as conexões entre grilagem, desmatamento e corrupção na fronteira agrícola. O governo federal, por sua vez, buscou conciliar desenvolvimento e conservação com planos específicos para a agricultura na Amazônia.
A cobertura agropecuária do Ambiente JA transita entre dois polos: o agronegócio de larga escala e a agricultura familiar agroecológica. O avanço da soja e da pecuária sobre a Amazônia constitui a tensão mais documentada, com o Ministério Público Federal denunciando funcionários do Ibama que teriam sido pagos por madeireiros no Pará — episódio que expôs as conexões entre grilagem, desmatamento e corrupção na fronteira agrícola.
Os agrotóxicos ocupam posição central na cobertura. O Paraná registrou 29.250 intoxicações de agricultores em apenas dois anos, número que dimensiona a gravidade do problema. A regulação de ingredientes ativos como o brometo de metila e o debate sobre o banimento de substâncias perigosas correm em paralelo à promoção da agricultura orgânica e da agroecologia. Santa Catarina sediou o Congresso de Agroecologia em 2005, e a Embrapa Clima Temperado implantou 300 quintais orgânicos, sinalizando o interesse institucional por alternativas ao modelo convencional.
Os agrotóxicos ocupam posição central na cobertura. O Paraná registrou 29.250 intoxicações de agricultores em apenas dois anos, número que dimensiona a gravidade do problema. A regulação de ingredientes ativos como o brometo de metila e o debate sobre o banimento de substâncias perigosas correm em paralelo à promoção da agricultura orgânica e da agroecologia. Santa Catarina sediou o Congresso de Agroecologia em 2005, e a **Embrapa** (416 menções no acervo) implantou 300 quintais orgânicos e lançou o primeiro polo de manejo agroecológico em Goiás.
Os transgênicos dividem opiniões. A soja Roundup Ready, o milho BT e o algodão geneticamente modificado avançaram no campo brasileiro, amparados por decisões da CTNBio e pressões do setor produtivo, enquanto organizações ambientalistas e de defesa do consumidor questionavam a liberação comercial sem estudos de impacto de longo prazo. A febre aftosa mobilizou campanhas massivas de vacinação de rebanhos, conectando a sanidade animal às exigências sanitárias dos mercados importadores.
Os transgênicos dividem opiniões. A soja Roundup Ready, o milho BT e o algodão geneticamente modificado avançaram no campo brasileiro, amparados por decisões da CTNBio e pressões do setor produtivo. A febre aftosa mobilizou campanhas massivas de vacinação de rebanhos, conectando a sanidade animal às exigências sanitárias dos mercados importadores.
A silvicultura de eucalipto e pinus para a indústria de celulose gerou a controvérsia do "deserto verde", com críticos apontando a monocultura florestal como vetor de concentração fundiária e degradação ambiental. Um professor propôs a associação dos eucaliptos com a agricultura familiar como alternativa conciliatória. Eventos e debates sobre projetos florestais no Rio Grande do Sul ilustram a busca por modelos produtivos que equilibrem viabilidade econômica e sustentabilidade, em um setor cuja relevância para a balança comercial brasileira torna cada decisão ambiental objeto de intensa disputa política.
A silvicultura de eucalipto e pinus para a indústria de celulose gerou a controvérsia do "deserto verde", com críticos apontando a monocultura florestal como vetor de concentração fundiária e degradação ambiental.
### Empresas e organizações
A **Monsanto** (527 menções) é o ator privado mais presente neste tema. Em 2004, a empresa começou a cobrar royalties da soja transgênica — anteriormente plantada sem autorização formal —, gerando processos judiciais de longa duração. Sojicultores gaúchos levaram a disputa ao STJ e obtiveram reconhecimento parcial de cobrança indevida; em 2012, a Justiça do RS condenou a empresa. A Monsanto chegou a criminalizar militantes de movimentos sociais no Paraná, patrocinou uma escola de samba com enredo sobre a soja e foi acusada de ameaçar agricultores orgânicos com cobranças de royalties. Em 2012, um estudo apontou que seu agrotóxico provoca morte de células do rim, e ela foi condenada por intoxicação de agricultor na França.
A **Bayer** liderava o mercado brasileiro de defensivos agrícolas no início do período, prevendo crescimento constante nas vendas — até negociar sua divisão de inseticidas com a **BASF** em 2002. A BASF, por sua vez, enfrentou investigação do Ministério Público por contaminação do solo em Paulínia (SP), junto com a Novartis, em 2001, um dos casos emblemáticos de passivo químico industrial.
A **Cargill** (63 menções) e a **Bunge** (85 menções) são citadas como processadoras e exportadoras de soja, enquanto a **Embrapa** aparece tanto como aliada do agronegócio quanto como alvo de suspeitas de subordinação às transnacionais — um título questiona se a empresa "estaria a serviço da Monsanto e das transnacionais". A **Aracruz Celulose** e a **Suzano** dominam a silvicultura comercial, com disputas de expansão no RS e conflitos com comunidades locais no ES.
### Títulos representativos
- "Paraná registrou 29.250 intoxicações de agricultores em 1996/7"
- "Santa Catarina sediará Congresso de Agroecologia em 2005"
- "Embrapa Clima Temperado implanta 300 quintais orgânicos"
- "Professor sugere associação dos eucaliptos com agricultura familiar"
- "Ministério quer plano para a agricultura da Amazônia"
- "Bayer lidera mercado de defensivos no mercado brasileiro"
- "Monsanto começa a receber royalties da soja transgênica"
- "Monsanto criminaliza militantes de movimentos sociais no Paraná"
- "Justiça do RS condena Monsanto por cobrança indevida de royalties"
- "Embrapa estaria a serviço da Monsanto e das transnacionais?"
- "BASF AG compra área de inseticida da Bayer AG"
- "Ministério Público vai apurar contaminação do solo por BASF e Novartis"